“Resta,
acima de tudo, essa capacidade de ternura… Essa intimidade perfeita com o
silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado de
pequenos absurdos, essa capacidade de rir à toa. Resta essa distração, essa
disponibilidade, essa vagueza de quem sabe que tudo já foi como será no
vir-a-ser. Resta essa faculdade incoercível de sonhar, de transfigurar a
realidade, dentro dessa incapacidade de aceitá-la tal como é, (…) e essa
pequenina luz indecifrável a que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto, esse eterno
levantar-se depois de cada queda, essa busca de equilíbrio no fio da navalha,
essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo infantil de ter
pequenas coragens.”
— Vinicius de Moraes.
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Foi quando começou a não se importar tanto de sentir
tanto medo, que ouviu o convite, ainda tímido, quase sussurro, do
próprio coração, esse sabedor do que, de verdade, importa: “volta, com
medo e tudo”. Foi. E começou a redescobrir que coragem, na maioria das
vezes, é apenas voltar para o próprio coração. É apenas sair do lugar. É
apenas seguir. Com medo e tudo.
— Ana Jácomo
Sério, nunca imaginei que fosse tão complicado assim crescer. Estou cheia (ou pelo menos estava) de dúvidas, e quase explodi esses dias por ficar pensando em mil e um caminhos para o meu futuro.Peter Pan, será que ainda dá tempo ir com você?
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